E DE NOVO A ARMADILHA DOS ABRAÇOSE de novo a armadilha dos abraços.E de novo o enredo das delícias.O rouco da garganta, os pés descalçosa pele alucinada de carícias.As preces, os segredos, as risadasno altar esplendoroso das ofertas.De novo beijo a beijo as madrugadasde novo seio a seio as ..
SONETOEu cantarei um dia da tristezapor uns termos tão ternos e saudosos,que deixem aos alegres invejososde chorarem o mal que lhes não pesa.Abrandarei das penhas a dureza,exalando suspiros tão queixosos,que jamais os rochedos cavernososos repitam da mesma natureza.Serras, penhascos, troncos, ..
MORTAL DOENÇANa febre do amor-próprio estou ardendo,No frio da tibieza tiritando,No fastio ao bem desfalecendo,Na sezão do meu mal delirando,Na fraqueza do ser, vou falecendo,Na inchação da soberba arrebentado,Já morro, já feneço, já termino,Vão-me chamar o Médico Divino.Na dureza do ..
(Imagem retirada da Internet)Quando eu era menina (e já lá vão tantos anos) o Natal era uma festa. Meus pais, e meus avós diziam que na noite de Natal o Menino Jesus vinha recompensar os meninos bons e trazer presentes. Nós vivíamos num barracão de madeira que em tempos fora ..
CANÇÃO DA PLENITUDENão tenho mais os olhos de meninanem corpo adolescente, e a peletranslúcida há muito se manchou.Há rugas onde havia sedas, sou uma estruturaagrandada pelos anos e o peso dos fardosbons ou ruins.(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)O que te posso dar é mais ..